Como o CachyOS Me Fez Abandonar o Windows 11 de Vez

Um Windows cansado depois de anos

Meu Windows 11 estava instalado há quase 4 anos sem uma formatação limpa. E sinceramente? O sistema já estava começando a ficar insuportável de usar. Não porque estivesse travando o tempo inteiro ou inutilizável, mas porque aquele acúmulo clássico de anos começou a pesar de verdade.

Era arquivo espalhado em tudo quanto é canto, resto de programa antigo, launcher de jogo abandonado, pasta esquecida ocupando espaço e aquele sentimento constante de que o sistema estava “sujo”. Mesmo limpando temporário, desinstalando coisa antiga e tentando organizar o PC, sempre parecia que tinha alguma tralha escondida em algum lugar.

Quem usa Windows há muito tempo provavelmente conhece essa sensação.

Chegou um ponto em que eu simplesmente cansei e resolvi fazer o óbvio: formatar tudo e reinstalar o Windows 11 do zero. A ideia era só limpar o ambiente, reorganizar meus arquivos e continuar usando normalmente como sempre fiz.

Só que aí surgiu uma ideia aparentemente inocente.

Enquanto eu mexia nos discos do PC, olhei pro meu HDD secundário parado ali e pensei:

“E se eu instalasse Linux só pra brincar um pouco?”

E foi aí que começou o problema.


O Linux era pra ser só um teste

A ideia inicial era extremamente simples. Eu deixaria o Windows 11 no SSD principal e instalaria Linux no HDD apenas por curiosidade. Um dual boot básico pra testar algumas coisas, jogar um pouco, mexer no sistema e matar a vontade de experimentar Linux novamente.

Eu já tinha usado Linux antes, principalmente distros baseadas em Debian e Fedora, então não era exatamente novidade pra mim. Já tinha brincado com terminal, instalado pacote via apt e dnf e entendido minimamente como o ecossistema funcionava.

Só que dessa vez eu resolvi testar o CachyOS.

E sinceramente? Eu não estava preparado pro nível de diferença que encontrei.


O CachyOS me pegou pela performance

A primeira coisa que me chamou atenção foi a fluidez do sistema. Tudo parecia rápido demais. O desktop era leve, os aplicativos abriam instantaneamente e o sistema inteiro transmitia uma sensação absurda de otimização.

Meu processadorzinho humilde parecia estar entregando desempenho de hardware muito mais caro.

E não era só sensação placebo de “Linux parece mais leve”. O sistema realmente respondia melhor em praticamente tudo. Navegação mais rápida, multitarefa mais suave e aquele sentimento gostoso de que o computador finalmente estava trabalhando a favor do usuário, não contra ele.

Mas o verdadeiro choque veio quando comecei a jogar.

Eu imaginava uma experiência parecida com a do Windows, talvez até um pouco pior em alguns jogos por causa do Proton e da compatibilidade. Só que aconteceu exatamente o contrário. Alguns títulos começaram a rodar melhor do que rodavam no Windows 11 recém-formatado.

E em alguns casos a diferença foi absurda.

Teve jogo pegando quase o dobro de FPS. Não estou exagerando. Eu literalmente fiquei olhando pro monitor tentando entender o que estava acontecendo.

O mais impressionante é que isso tudo ainda estava acontecendo com o sistema instalado em um HDD secundário.


Quando voltar pro Windows começou a ficar estranho

Depois de alguns dias usando o CachyOS, uma coisa curiosa aconteceu: voltar pro Windows começou a parecer estranho.

Não necessariamente porque o Windows era lento, mas porque ele parecia pesado. Carregado demais. Sempre tinha processo rodando em background, serviço inútil consumindo recurso, aplicativo que ninguém pediu instalado por padrão e aquela sensação constante de que o sistema nunca está realmente limpo.

No CachyOS tudo parecia muito mais direto ao ponto.

Sem bloat.
Sem frescura.
Sem ficar brigando com o hardware.

Era só o sistema funcionando da forma que deveria funcionar.

E isso começou a me incomodar quando eu voltava pro Windows.


A mudança definitiva pro SSD

Chegou um momento em que manter dual boot já não fazia mais sentido. Eu praticamente não estava entrando no Windows mais. O Linux deixou de ser “o sistema de teste” e virou o ambiente onde eu realmente queria passar meu tempo.

Então resolvi fazer a migração definitiva.

Removi o Windows, movi o CachyOS pro SSD principal e aproveitei pra configurar tudo usando BTRFS.

E aí acabou de vez qualquer chance de eu voltar atrás.

O sistema ficou simplesmente absurdo de rápido. Boot praticamente instantâneo, programas abrindo voando, jogos carregando muito mais rápido e uma fluidez geral que eu honestamente não esperava encontrar no meu PC.

Foi uma daquelas mudanças que fazem você pensar:

“Como eu não fiz isso antes?”


Me enrolando com o Pacman

Claro que nem tudo foi perfeito logo de cara.

Como eu estava muito acostumado com apt e dnf, apanhei um pouco no começo pra aprender o pacman. Os comandos são diferentes, a lógica muda um pouco e nos primeiros dias eu precisei pesquisar bastante coisa simples.

Mas honestamente? Depois que você entende a estrutura do Arch Linux, tudo começa a fazer sentido muito rápido.

E aí entra uma das coisas mais absurdas desse ecossistema: a AUR.

A quantidade de software disponível ali é simplesmente ridícula. Parece que literalmente tudo existe. Ferramenta obscura, launcher alternativo, tweak específico, utilitário pequeno… quase sempre alguém já empacotou aquilo.

Isso deixa o sistema extremamente confortável de usar no dia a dia.


Arch Linux btw.

O mais engraçado de toda essa história é que eu comecei só querendo testar Linux novamente. Era pra ser uma brincadeira temporária instalada em um HDD secundário enquanto o Windows continuava sendo meu sistema principal.

Só que o CachyOS acabou entregando exatamente o que eu queria sem que eu percebesse: desempenho, simplicidade, leveza e um sistema que não parece lutar contra o próprio usuário.

Hoje eu finalmente entendo o meme do:

“Arch Linux btw.”

E sinceramente?

Estou amando essa joça.

Fuck Windows btw.

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